<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390</id><updated>2011-08-10T19:53:53.678+01:00</updated><title type='text'>Hábitos de Leitura</title><subtitle type='html'>Olá a todos! Este blogue destina-se à cadeira de Públicos e Audiências do Curso de Comunicação Social e Cultural ( Vertente Social ) da Universidade Católica Portuguesa. Tem como objectivo funcionar como uma ferramenta de apoio à cadeira através do uso de resumos de textos,aulas etc.

Esperamos que vos seja útil e que tirem proveito dele.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116433315940085085</id><published>2006-11-24T01:31:00.000Z</published><updated>2006-11-24T02:05:48.293Z</updated><title type='text'>A “Boa Maneira” de Ser Público - João Teixeira Lopes</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;          Ao partirmos da hipótese de que existem diferentes níveis de recepção cultural queremos,&lt;br /&gt;de algum modo, contribuir para a desmistificação de uma certa "ilusão da homogeneidade"patente no conceito. Não só o volume e a estrutura dos diferentes capitais condicionam, através da ocupação que se ocupa num determinado campo, a percepção e a apropriação dos produtos culturais, como o próprio contexto histórico e cultural mais lato, ou ainda o contexto propriamente físico do acto receptivo exercem constrangimentos não negligenciáveis.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;    Os interesses em jogo numa determinada situação social, bem como o espaço de possíveis&lt;br /&gt;disponível, influenciam decisivamente o carácter mais ou menos activo e elaborado da recepção.  Por outras palavras, defendemos, ao contrário de Certeau, que nem todo o acto receptivo conduz necessariamente a um trabalho de produção, ainda que secundária e dissimulada.&lt;br /&gt;           Se, nalguns casos, o trabalho reinterpretativo do agente social funciona como elo de ligação a práticas culturais de cariz expressivo e participativo, noutros funciona a apatia e o grau zero do agir comunicacional. Nestas situações, mesmo partindo do pressuposto de que houve uma apropriação reinterpretativa da obra ou mensagem cultural, tal não se revela&lt;br /&gt;suficiente para uma afirmação autónoma no jogo social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mesmo se passa quando a abissal descoincidência de códigos entre produtores e receptores provoca nestes últimos sentimentos de vergonha e retracção cultural. Um dos aspectos decisivos é, sem dúvida,  a capacidade de explicitação e de consciencialização dos interesses em conflito e das respectivas posições. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Públicos atomizados, sem uma nítida consciência dos recursos e constrangimentos estruturais e conjunturais existentes, dificilmente utilizam a recepção cultural para criar "ocasiões"e fazer reverter em seu favor as mensagens em questão.&lt;br /&gt;Um outro factor que contribui para a diversidade dos estados receptivos é a própria estrutura da oferta cultural. De facto, e como refere Diana Crane , a percepção&lt;br /&gt;que os media têm a propósito das suas audiências, influencia decisivamente a construção&lt;br /&gt;das mensagens e as características dos produtos a transmitir. Apesar de difundirem uma grande variedade de visões do mundo e de ideologias, algumas das quais inconsistentes&lt;br /&gt;e mutuamente contraditórias, de modo a agradar a todos, existe a tendência para&lt;br /&gt;a transmissão de mensagens estereotipadas para as grandes e heterogéneas audiências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;         Pelo contrário, no que se refere às audiências minoritárias e mais homogéneas é já possível&lt;br /&gt;fazer passar mensagens e produtos de cariz esotérico e heterodoxo, visto que essas subculturas funcionam como uma espécie de "comunidades interpretativas". Trata-se, uma vez mais, da questão da familiarização com determinadas códigos, através das várias formas que o capital cultural pode assumir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116433315940085085?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116433315940085085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116433315940085085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116433315940085085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116433315940085085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/boa-maneira-de-ser-pblico-joo-teixeira.html' title='A “Boa Maneira” de Ser Público - João Teixeira Lopes'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116433167306560350</id><published>2006-11-24T01:17:00.000Z</published><updated>2006-11-24T01:27:53.073Z</updated><title type='text'>Experiência estética e formação de públicos – João Teixeira Lopes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Públicos e modos de recepção: pluralidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Públicos habituais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – constituídos por uma ínfima percentagem da população portuguesa. Altamente escolarizado, qualificado e juvenilizado onde predominam disposições estéticas fortemente interiorizadas, fruto de um capital cultural consolidado.&lt;br /&gt;Têm um papel importante na produção, manuseamento, difusão da cultura e da informação. Substituem o “clássico” por universos eclécticos tendencionalmente modernos e permeáveis à moda e à novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Públicos irregulares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – maioria jovem, têm um cariz moderno e alto capital escolar. Estão expostos a fenómenos de regressão cultural por duas vias: a familiar( retorno a situação de coabitação com outras gerações muito menos escolarizadas e sem hábitos regulares de cultura) e a profissional( tarefas rotineiras e de execução que desmobilizam potências competências de inovação e criatividade). Provam à sociedade que a escolaridade é uma condição necessária mas não suficiente para a prática cultural regular. A relação desta com a cultura é distraída, estética mas não artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Públicos retraídos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – movem-se nas práticas domésticas. São receptivos e de sociabilidade local. Têm baixo capital escolar. Normalmente são os mais jovens ou idosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Questão e a Culpa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fruição artística na era do capitalismo de massas é equiparada à gastronomia ou pornografia, reacção burguesa à intelectualização da arte em que a satisfação estética acaba por conduzir ao preenchimento de necessidades e desejos artificiais criados pela sociedade de consumo e servindo os interesses ocultos das classes dirigentes.&lt;br /&gt;No idealismo Alemão a arte acaba por ser objecto de uma reivindicação de total autonomia ( a arte pela arte desligada de qualquer praxis- O Belo é imanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apologia da Fruição estética enquanto função social da arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jauss não é optimista perante o que considera ser a actual profunda degradação da fruição artística, tantas vezes reduzida à “mania do consumo”.&lt;br /&gt;Jauss reivindica um território de autonomia para a arte num sentido Kantiano do prazer desinteressado.&lt;br /&gt;O receptor é convidado a passar da contemplação platónica a um estado de mobilização cognitiva e que tomas consciência da sua liberdade fruitiva, consolidada em função do seu horizonte de expectativas. A experiência estética não pode esgotar-se na pureza e radicalidade de dicotomia exemplares. Deve tocar-se “ao nível da identificação espontânea que toca, que perturba, causa admiração, que faz chorar ou rir por simpatia e que apenas o snobismo pode considerar vulgar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fruição e corpo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo que compreende é também o corpo que toca e é tocado, que se emociona, que se desdobra em actos comunicativos como gestos, olhares ou risos.&lt;br /&gt;A emoção é uma forma privilegiada de conhecimento e mobilização perceptiva, um “ estado de alerta” que facilita a participação de um consenso aberto sugerido pela experiência estética. As disposições afectivas permitem ao receptor preencher o hiato entre o horizonte de expectativas de partida e o aparecimento de uma nova obra denominada por Jauss de desvio estético, distancia crucial, na sua concepção, para a fruição estética não se limitar a confirmar ou confortar universos de referencias pré-existentes.A recepção espontânea longe de nos suscitar culpa ou má consciência faz apelo à nossa entrada nos mundos da construção da arte, podendo constituir um elemento decisivo na formação de novos públicos e da familiarização com linguagens e códigos tidos como fatalmente inacessíveis ou indecifráveis a vastas camadas sociai&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116433167306560350?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116433167306560350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116433167306560350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116433167306560350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116433167306560350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/experincia-esttica-e-formao-de-pblicos.html' title='Experiência estética e formação de públicos – João Teixeira Lopes'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116394746407456658</id><published>2006-11-19T14:42:00.000Z</published><updated>2006-11-19T23:32:44.993Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/microfones.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/microfones.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Capitulo II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Práticas produtivas e relacionamento entre jornalistas e fontes de informação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Rogério Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto o autor estabelece uma relação entre jornalistas e fontes de informação, enunciando as principais características das mesmas.&lt;br /&gt;O autor refere vários outros autores e estudos que foram feitos para reforçar que existem diferentes perspectivas quanto à caracterização de fontes.&lt;br /&gt;Os jornalistas acabam por ser considerados fontes quando são entrevistados por outros profissionais ou até quando estão a trabalhar dados oficiais.&lt;br /&gt;Existem 3 categorias principais de fontes. Existem as fontes oficiais( governo, instituições de carácter governamental ou privado, principais empresas), regulares (empresas, associações, lideres de opinião, analistas) e fontes ocasionais e acidentais (que é quando um individuo observa um acontecimento e lhe é pedida uma opinião).&lt;br /&gt;A fonte deve manter sempre o contacto com o jornalista, de modo a que, sempre que possível, lhe dê resposta ás questões. Normalmente as fontes só libertam informação à medida do seu interesse, por vezes a chamada fuga de informação, é propositada, já que acaba por ser benéfico para a instituição, organização, empresa representada pela fonte.&lt;br /&gt;O autor, neste texto considerou importante estabelecer uma diferença entre porta-voz e assessor, sendo ambos fontes de informação: &lt;em&gt;“ O assessor tem por regra o contacto regular com o jornalista, ao passo que o porta-voz é nomeado para falar sobre um assunto especializado.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A relação entre fontes de informação e o jornalista verifica-se em três fases: a preparação de materiais para os órgãos de comunicação social e apoio de acontecimentos, a tarefa que têm de responder aos jornalistas e a organização de actividades de natureza administrativa da própria organização.&lt;br /&gt;Esta relação pode ser benéfica para ambas as partes, já que a fonte só divulga o que lhe é benéfico, ou o que é benéfico à organização, e o jornalista só procura o que vende, o que é noticia, o que lhe interessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116394746407456658?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116394746407456658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116394746407456658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116394746407456658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116394746407456658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/capitulo-ii-prticas-produtivas-e.html' title=''/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116370793920603983</id><published>2006-11-16T20:06:00.000Z</published><updated>2006-12-18T22:23:12.670Z</updated><title type='text'>Shopping in the East Centre Mall</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/1585420824.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px;" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/1585420824.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este estudo, da autoria de Lehtonen Turo-Kimmo e Pasi Mäenpää,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; consiste em avaliar o impacto social, cultural e económico após a criação do East Center Mall, centro comercial de grandes dimensões implementado na Finlândia em 1992.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;É interessante como nos é apresentado o modo como este afectara a população e, consequentemente, os seus hábitos quotidianos, bem como o seu consumo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;As concepções espacial e estética tiveram todo um propósito de recriar um mundo imaginário,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; diferente aos olhos de cada um.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Como uma realidade paralela àquela a que as pessoas estavam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; habituadas a lidar. A própria ausência de relógios no espaço&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rbellinger.com/blog/uploaded_images/wemwater-733541.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px;" alt="" src="http://www.rbellinger.com/blog/uploaded_images/wemwater-733541.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; comercial é um convite constante para a permanência dos que lá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; vão e, logo, levando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-os a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; consumir. Perde-se, portanto, a noçã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;o de espaço e de tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;A disposição das lojas, dos espaços lúdicos, do nível climatérico,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; dos pormenores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; arquitectónicos e do ambiente exótico que é conferido ao centro comercial, faz com que a população se descontraia e que repare mais nas montras,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; comprando, muitas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; vezes, por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; impulso: &lt;i style=""&gt;when you have a trip in the mall you leav&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i style=""&gt;e&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hickerphoto.com/data/media/11/pictures-F76T7401.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px;" alt="" src="http://www.hickerphoto.com/data/media/11/pictures-F76T7401.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i style=""&gt; your normal, perhaps worried state of&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i style=""&gt; being for a while in a way that can even lead to&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i style=""&gt; more our&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i style=""&gt; less compulsive behaviou&lt;/i&gt;r.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;A polivalência destas grandes superfícies é cada vez mais acen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;tuada. Não só serve para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; fazermos as nossas compras, como&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; também para combinarmos um jantar, ou irmos ao cinema, ou ao&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; parque de diversões, encontrarmo-nos com os namorados, com os pais, para estudar ou, para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; passear apenas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Do lado direito temos algumas imagens, não do East Centre Mall,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://blog.mitja.ws/wp-content/uploads/2006/02/2006-02-04-Kanada-Edmonton-West_Edmonton_Mall.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px;" alt="" src="http://blog.mitja.ws/wp-content/uploads/2006/02/2006-02-04-Kanada-Edmonton-West_Edmonton_Mall.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; mas do maior centro comercial construido no Canadá: West Edmonton Mall, ex-lybris das grandes superfícies comerciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.amazon.com/images/P/1585420824.01._AA240_SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116370793920603983?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116370793920603983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116370793920603983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116370793920603983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116370793920603983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/shopping-in-east-centre-mall.html' title='Shopping in the East Centre Mall'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116362028174121906</id><published>2006-11-15T19:22:00.000Z</published><updated>2006-11-15T22:05:09.010Z</updated><title type='text'>Resumo de 7/11/06: Macdonaldização da Sociedade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.mcdonalds.be/images/logo_mcdo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.mcdonalds.be/images/logo_mcdo.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" height="127" alt="" src="http://www.mcdonalds.be/images/logo_mcdo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A aula teórica desta semana tratou a teoria de George Ritzer e a sua visão pessimista relativamente à influência da grande cadeia de restaurantes que é a McDonald's, na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;A rede foi fundada pelos irmãos Dick e Maurice ("Mac") Donald, em Abril de 1955, em Illinois, &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/logo_mcdo.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;nos EUA. Teve aderência imediata, abrindo em outros pontos do país.&lt;br /&gt;Tal foi o sucesso que, a certa altura, Ray Kroc pede permissão aos irmãos para abrir um negócio semelhante (franchising). Mais tarde, acaba por comprar a cadeia de restaurantes McDonald's, desenvolvendo-a até aquilo que conhecemos hoje.&lt;br /&gt;Para que a prestação fosse a melhor, Ray cria uma escola de hamburguerologia, onde os trabalhadores aprendiam a trabalhar com hamburgueres e, aí, estarem aptos para o trabalho no restaurante. No entanto, eram qualificados q.b., o suficiente para fazerem tarefas básicas e, com isso, não receberem grandes salários.&lt;br /&gt;George Ritzer apresenta uma série de características referentes a este fenómeno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Velocidade de atendimento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Volumes elevados a serem servidos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Preços baixos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Menu muito reduzido (pouca variedade de oferta)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Linha de montagem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Tarefas simples e repetitivas (quer no caso dos empregados, que no caso dos clientes)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt; Regulamentos sobre o que fazer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritzer olha o sucesso da McDonald's como portador de características que se podem aplicar noutro tipo de sociedade. Olha a cultura urbana a partir de elementos franchisados.&lt;br /&gt;A filosofia que nasce da McDonald's acaba por se adaptar a outras empresas ou sociedades (franchising). Não estamos a falar de uma sociedade de elementos originais, mas de algo repetitivo que cria a sensação de um indivíduo se sentir sempre em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se os elementos que, segundo George Ritzer, este tipo de indústria assenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;1. Eficiência&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Just in time": recebemos aquilo que encomendamos na hora. O desenvolvimento deste conceito levou a criação dos "drive through" (mac drives) ou "drive in" (se bem que é uma expressão inglesa mais aplicada aos cinemas de ar livre).&lt;br /&gt;O primeiro "drive through" apareceu há 31 anos atrás e, 4 anos mais tarde, metade dos restaurantes já tinham adaptado este sistema.&lt;br /&gt;Tem como vantagens o número mais reduzido de estacionamentos, menos mesas, logo, espaço interior mais reduzido.&lt;br /&gt;Outra característica é colocarem os clientes a efectuarem tarefas que competem, normalmente, aos empregados- O mecanismo que desenvolveu a eficiência é útil é útil para a organização: os clientes trabalham gratuitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;2. Calculabilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A McDonald's oferece, aparentemente, volumes avultados de comida. No entanto, todos sabemos que quantidade não é qualidade. Mas apesar disso, a nossa tendência enquanto clientes é escolher o hamburguer maior e, então, a empresa projecta o maior número de vendas para os hamburgueres maiores. Enfatiza-se a quantificação&lt;br /&gt;O conceito de calculabilidade também se aplica ao tempo utilizado neste tipo de indústrias. Desde o momento em que fazemos o pedido, o processo parece que é quase cronometrizado até a comida chegar ao tabuleiro. Defesa do lema: "tempo é dinheiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;3. Previsibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrarmos num McDonald's já conhecemos os menus, a disposição espacial, o serviço, etc. Se formos à China e não nos agradar a comida chinesa, há sempre a hipótese de ir comer a um McDonald's chinês (independentemente do país em que se esteja, o menu é universal). A mobília é a mesma, as cores são as mesmas, a indumentária é igual, as cozinhas idênticas, etc.&lt;br /&gt;As pessoas optam pela rotina em deterioramento do imprevisível.&lt;br /&gt;Uma das características deste conceito é a limpeza interior. Não se vê um guardanapo no chão, nem beatas, nem ketchup em cima das mesas. Há um empregado que está constantemente a limpar o espaço.&lt;br /&gt;Há, também, uma signalética universal, nos menus, nas casas de banho, nas portas, nos cartazes das promoções, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;4. Controlo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito menos conseguido por parte de George Ritzer.&lt;br /&gt;O controlo sobre as pessoas é sempre complicado. É preferível haver máquinas para exercer as demais tarefas para uma melhor racionalização do trabalho e para eliminar as incertezas do comportamento/trabalho humano.&lt;br /&gt;Ritzer defende que há situações na esfera da alimentação em que se assiste a uma diminuição de trabalhadores, como a piscicultura (criação de peixes em habitat concebido pelo Homem). Isto é, em vez de se ir ao mar pescá-los e voltar a terra para os vender, criam-se em cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, e a característica principal desta indústria é a execução de trabalho em cadeia, sendo inspiração do fordismo. Tarefas bastante simples e repetitivas com baixo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, houve uma tentativa de implementação deste tipo de ideologia ao que Salazar, já na altura, reage com as palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio palhaço &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/ep/v28n1/11661.pdf"&gt;Ronald McDonald&lt;/a&gt; , imagem de marca da McDonald's, dizem seguir-se à figura do Pai Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.storm-magazine.com/arquivo/Artigos_Fev_Mar/Sociedade/s_mar2002_1d.htm"&gt;"Numa entrevista, (...) perguntam a Ritzer se, depois daquilo que escrevera, ainda comia nos restaurantes da McDonald's. A resposta foi pronta: «Mas que coisa posso eu fazer no meio de uma autoestrada se estiver cheio de fome e não houver outro lugar onde comer?»"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uZ9nHKe-RGc" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116362028174121906?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116362028174121906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116362028174121906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116362028174121906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116362028174121906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/resumo-de-71106-macdonaldizao-da.html' title='Resumo de 7/11/06: Macdonaldização da Sociedade'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116311845235891215</id><published>2006-11-10T00:17:00.000Z</published><updated>2006-11-10T01:12:28.590Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/logo_visao_BGSYXN-BTB6NQ.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/logo_visao_BGSYXN-BTB6NQ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista com Vicente Romano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Estava eu a folhear a &lt;a href="http://visaoonline.clix.pt/"&gt;Visão&lt;/a&gt; quando, logo nas primeias páginas, dei de caras com uma entrevista que é mais que pertinente para este blog. Tenho pena que realmente não saiba maneira de colocar as páginas em formato pdf, mas passo a citar as partes mais interessantes.&lt;br /&gt;Ora, esta entrevista de Miguel Carvalho é feita a Vicente Romano. Natural de Andaluzia e, com 72 anos, é catedrático de Comunicação Audiovisual da Universidade de Sevilha, doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Complutense de Madrid e "doutorado &lt;em&gt;cum laude &lt;/em&gt;pela Universidade de Munster. Foi investigador e professor na Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá e Brasil".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Formação da Mentalidade Submissa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; foi o seu primeiro livro editado aqui em Portugal, e será sobre este que irá decorrer todo o diálogo.&lt;br /&gt;Uma vez aberto o apetite, passemos à entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Visão:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Como é que as sociedades constroem uma mentalidade submissa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Vicente Romano:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Começa em casa e na escola, mas são os media que mais «educam»: dizem-nos o que é bom e o que é mau, quem é bom e quem é mau. Através da violência simbólica ou psicológica inculcam estes significados. Outro factor determinante na formação de opinião é o entretenimento- A escola devia ensinar as crianças a ver televisão, a ler jornais e a ouvir rádio porque, se passam mais tempo a ver televisão, a escola deveria, pelo menos, proporcionar-lhes formação crítica e uma reflexão sobre a forma como são manipuladas. Só a acção e a experiência levam ao verdadeiro conhecimento. O receio de perguntar é um resultado da domesticação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais informação não é melhor informação...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, o acesso a demasiada informação tembém desinforma. Mas a internet permite aceder a outra informação, diferente. E com sucesso. O diário electrónico &lt;em&gt;Rebelion&lt;/em&gt;, por exemplo, dá uma informação alternativa à dos grandes meios de comunicação social. E tem mais visitas mensais do que a página de &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;. Mas a liberdade de expressão é um mito. Só existirá quando todos tiverem a mesma liberdade de acesso aos media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em que circunstâncias começa a submissão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando deixamos de questionar tudo o que se passa e aceitamos como válidos os valores que impõe. Os valores estão ordenados hierarquicamente, de cima para baixo. Isto é contraditório com a própria sociedade, pois a realidade está organizada de forma horizontal. Não há povos que caminhem uns por cima dos outros, não há povos superiores e inferiores.&lt;br /&gt;O papel dos meios de comunicação deveria ser o de ampliar a horizontalidade e reduzir a coacção física e psicológica. O jornalista deveria ser ampliador de consciências e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escreve que a desorientação e a ignorância são, sobretudo, promovidas pelos media...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim, claro! A quem interessa? Manter a ignorância significa manter as pessoas submissas. Um cidadão culto, pelo contrário, faz por conhecer o meio que o rodeia e tenta não ser vítima dele. Vivi nos EUA e a população mais submissa que conheço é a norte-americana. É o povo mais ignorante do mundo, mesmo estando informado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que devemos fazer então para sermos um pouco mais livres, menos submissos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ampliar conhecimentos sobre o meio e a sociedade em que vivemos. Descobrir como funciona. O conhecimento é sempre activo. E exige esforço. Depois, então, sim, tentar transformar a sociedade em nosso benefício e não de uns poucos que continuam a chupar o sangue à humanidade. Se executarmos acções sem conhecer as suas causas, condições ou efeitos, passamos a ser causa, condição e efeito das acções dos outros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Visão nº 713, de 2 a 8 de Novembro de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116311845235891215?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116311845235891215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116311845235891215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116311845235891215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116311845235891215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/entrevista-com-vicente-romano-estava.html' title=''/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116311653661918768</id><published>2006-11-09T23:47:00.000Z</published><updated>2006-11-09T23:55:36.636Z</updated><title type='text'>A DISTINÇÃO BANALIZADA? PERFIS SOCIAIS DOS PÚBLICOS DA CULTURA de Rui Telmo Gomes</title><content type='html'>&lt;p&gt;O texto é uma reflexão sobre os processos de constituição de públicos de cultura, apoiando-se em dados empíricos obtidos em estudos realizados pelo Observatório das Actividades Culturais. O foco desses mesmos estudos incidiu principalmente sobre dois eventos, O Festival Internacional de Teatro de Almada e o Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Em ambos os casos se verificou a utilização do inquérito por questionário como método de estudo tendo em consideração as potencialidades e os limites do mesmo método nas práticas culturais e nos públicos da cultura. Nas últimas décadas a utilização deste método quer no plano Internacional, quer no plano Nacional, permitiu destacar um conjunto de factores estruturais explicativos das práticas culturais, tais como: a categoria socioprofissional ou o grupo ocupacional, o nível de escolaridade, a idade e o sexo.&lt;br /&gt;Conclui-se através destes estudos que quanto maior for o nível de habilitações literárias e maior qualificação profissional, maior a probabilidade de consumo cultural regular e de frequência de eventos e de equipamentos culturais. A correlação existente entre recursos em qualificação e práticas de consumo cultural está na base de um modelo analítico em que se valoriza a homologia entre os capitais simbólicos detidos e as práticas culturais realizadas. Bordieu (1979), propõe que esse efeito de homologia remete para princípios de legitimação simbólica, segundo a qual os hábitos culturais tendem a ser compreendidos através do valor de distinção social que transportam remetendo para conceitos tais como exclusão social e distinção social a nível económico. O risco de a análise se esgotar na constatação de dinâmicas estruturais entretanto sobejamente demonstradas. Existe ainda o risco de essa mesma análise se circunscrever à repetida constatação de sobredeterminantes estruturais.&lt;br /&gt;Se usarmos a linha de pesquisa do Départament des Études et de la Prospective&lt;br /&gt;(DEP) do Ministério da Cultura Francês existem duas variáveis extremamente importantes: a democratização e o alargamento das práticas Culturais. O peso explicativo dessas variáveis não parece atenuar-se mesmo que as taxas de realização regular de práticas culturais aumentem. Uma das últimas recolhas de dados foi feita por Donnat em 1998 onde se realizaram sucessivos inquéritos feitos à população francesa dentro da linha de pesquisa já mencionada. Como resultado foi possível identificar importantes transformações ao nível da relação com a cultura, mais concretamente no que toca à diversificação das práticas culturais e à correlativa alteração de uma (mais ou menos) estrita hierarquia de classificações artísticas. Por um lado este facto vem esbater contra o primado das práticas culturais legítimas (próprias da “cultura cultivada”) favorecendo a possibilidade de combinatórias entre práticas múltiplas que são mais cultivadas e mais lúdicas.&lt;br /&gt;A probabilidade de se efectivarem essas combinatórias cumulativas permanece à associada às variáveis genericamente explicativas das práticas culturais. Existe assim um deslocamento teórico em que se passa de uma perspectiva exclusivista a um maior ênfase posto no eclitismo das práticas culturais (perspectiva de Donnat, 1994). O inquérito enquanto instrumento metodológico de estudo de públicos e práticas culturais parece caminhar, ou ter até chegado a um ponto de impasse quanto ao seu valor heurístico. Se o inquérito não tiver em conta as desigualdades sociais existentes sobre as práticas culturais, tende a limitar-se a uma banalização de práticas fortemente distintivas.&lt;br /&gt;Vale a pena aprofundar o deslocamento no sentido do ecletismo das práticas culturais a partir do qual se tem vindo a reposicionar desde há quase 20 anos o estudo os públicos. Existe uma preocupação analítica com a segmentação dos perfis sociais dos públicos, assim verifica-se uma identificação dos factores que estruturalmente tornam as práticas culturais mais ou menos prováveis, como também uma identificação de diferentes combinatórias de práticas culturais e de lazer e a correspondência entre essas combinatórias e o perfil dos respectivos praticantes.&lt;br /&gt;Os conhecimentos adquiridos através dos inquéritos aumentam a correspondência (homologia) entre práticas e praticantes sob o signo da desigualdade (distinção), importando detalhar os processos através dos quais o encontro entre umas e outras se concretiza. A segmentação dos grupos sociais que constituem um universo socialmente selectivo (como é o dos praticantes culturais, em especial dos praticantes regulares) visa, entre outros, detalhar as diferentes modalidades desse encontro.&lt;br /&gt;Existe duas vertentes de análise na segmentação de públicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt;&gt; &lt;/strong&gt;A elaboração de tipologias de públicos e praticantes culturais que possam dar conta de diferentes perfis de grupos sociais contrastados em termos de regularidade de consumo cultural. Isto tendo ainda em conta a conhecida relação de probabilidade entre capitais escolares e práticas culturais, contrastar com grupos que tendo em comum a posse de capitais escolares elevados se diferenciam quanto ao volume das práticas efectivamente realizadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&gt;&gt;&gt;&lt;/strong&gt; A identificação de diferentes combinatórias de práticas culturais, tendo em conta diferentes modos de relação com a cultura, passando pelo cruzamento entre práticas de cultura cultivada e práticas lúdicas não necessariamente orientadas para a recepção de objectos artísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização teórico-metodológica de estratégias de pesquisa assentes na segmentação e tipificação de públicos e práticas culturais não constitui propriamente uma novidade recente e, pelo contrário, tem vindo a assumir modalidades diversas. Referindo de novo o caso francês conduzido no DEP, podemos referir as abordagens tipológicas de escopo geral (Donnat, 1994) que focam os sectores ou vertentes específicas das práticas culturais (Guy e Mironier, 1988;Donnat,1996) e ainda abordagens sobre eventos culturais particulares (Ethis e outros, 2001 e 2002). Para além ou através da massa de informação empírica, a multiplicidade de situações e objectos de pesquisa contribui para acentuar o carácter plurifacetado dos públicos e da sua restituição analítica. Vale assim a pena, notar a correspondência entre a diversificação de objectos de estudo empírico e a acentuação teórica da pluralidade dos actores sociais e das formas de acção social (significa enfatizar a pluralidade dos públicos e dos respectivos processos de constituição). Em contraponto com a perspectiva “legitimista”, em que a realização das práticas culturais é entendida muito em função do seu valor distintivo, tem vindo a ganhar progressiva relevância uma perspectiva focada sobre o eclitismo, ou seja, simultaneamente sobre a comutatividade e diversificação das práticas culturais.&lt;br /&gt;No que toca aos estudos realizados em Portugal que se inscrevem nesta segunda perspectiva é de referir um programa de investigação centrado sobre dinâmicas culturais em seis das principais cidades do país.&lt;br /&gt;A partir da identificação de perfis sociais de consumidores culturais mais regulares, a análise à desenvolvida faz ressaltar transformações ao nível das formas de relação com a cultura e dos processos de formação do gosto. Existe ainda a crescente relevância de praticas e gostos compósitos e o processo geralmente descrito como “des-sacralização” das formas de recepção cultural&lt;br /&gt;Pode pensar-se ser especialmente relevante (no caso português) a tendência para que os principais protagonistas desse processo sejam os segmentos mais juvenilizados dos praticantes culturais, dado ser relativamente recente o alargamento e o alongamento da escolaridade na sociedade portuguesa. Recentemente, tem sido observado em diferentes estudos, o pronunciado peso estatístico de segmentos de público que se caracterizam por ser juvenilizados, possuidores de habilitações literárias elevadas e geracionalmente recentes, evidenciam ainda uma relação algo distanciada com a cultura (formas de cultura mais institucionais ou mais restritas). Passando então aos dois estudos particulares há que sintetizar alguns dos dados empíricos obtidos, segundo uma perspectiva de elaboração de tipologias de públicos em situações concretas.&lt;br /&gt;No estudo sobre os públicos do Porto 2001 (Santos e Outros, 2002) procurou-se uma análise dos processos de recrutamento de públicos através da sua segmentação em “cachos”, correlacionando perfis sociais e combinatórias de práticas culturais. O universo social estudado (dos frequentadores dos eventos da capital Europeia da Cultura), revelou-se fortemente selectivo em função dos elevados recursos qualificacionais generalizados entre os públicos.&lt;br /&gt;Uma análise multivariada permitiu a identificação de grupos diferenciados dentro de um universo social globalmente homogéneo no contexto da sociedade portuguesa. Esta mesma tensão entre homogeneidade e diferenciação de públicos é evidenciada por uma abordagem tipológica. Existem assim alguns segmentos de público correspondentes a perfis mais diferenciados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICOS CULTIVADOS –&lt;/strong&gt; Representam a parcela do público em que é mais clara a articulação entre elevados recursos qualificacionais e a regularidade das práticas culturais. Nos hábitos culturais deste grupo há ainda a salientar o seu ecletismo que abrange cumulativamente tanto praticas cultivadas, como práticas de natureza mais lúdica e convival não directamente ligadas à fruição do objecto artístico. Representa ainda os grandes consumidores culturais podendo ser entendido como o segmento nuclear dos públicos. Mas é um segmento relativamente minoritário mesmo dentro de um contexto de praticantes culturais efectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICOS RETRAÍDOS –&lt;/strong&gt; Representam, dentro do quadro de selectividade social dos Públicos do Porto 2001, a correspondência entre recursos qualificacionais relativamente reduzidos, e frágeis hábitos culturais. Este grupo será o que por ventura melhor ilustra o possível, ainda que relativo, alargamento dos públicos a que não será alheio o carácter excepcional e espectacular do grande evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICOS DISPLISCENTES –&lt;/strong&gt; Possuem um perfil bem menos linear visto que se caracterizam por elevadas qualificações, designadamente escolares, hábitos de saída convival regulares, que se ligam a uma forte juvenilidade, e , ao mesmo tempo, pela rara frequência cultural. São considerados como quase-públicos ou públicos potenciais. A sua relevância é tanto maior quanto ele constitui o segmento mais numeroso dos públicos do Porto 2001. Tal como os públicos retraídos, mas com um significado diverso, os públicos displicentes foram também cativados pela excepcionalidade do evento (restando saber de que forma essa experiência excepcional poderá ter ou não continuidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tipologia de públicos ensaiada permite a identificação de segmentos polarizados e congruentes com uma perspectiva analítica assente nos efeitos de correspondência entre perfil social e padrão de práticas culturais. Os públicos cultivados e os retraídos parecem corresponder, embora com sinal contrário, a uma tal linha interpretativa. Os primeiros caracterizam-se ainda pelo seu eclitismo, já os segundos, apesar da relativa raridade dos consumos culturais fora de casa, é sensível uma certa reverência pela “coisa” cultural.&lt;br /&gt;Sendo os Públicos displicentes o segmento de públicos mais volumoso e cuja lógica de composição aparenta ser algo paradoxal, correspondem, no quadro do eventos como o Porto 2001, a públicos juvenilizados e escolarizados, mas que mantêm uma relação distanciada com a esfera cultural, quer no plano simbólico, quer no plano da prática. A análise pode conduzir a uma nova questão: se a posse de recursos qualificacionais não se traduz automaticamente na concretização de práticas culturais, que outros factores analíticos e que outros instrumentos teórico-metodológicos poderão fornecer alguma explicação adicional?&lt;br /&gt;No Porto 2001 um dos factores que se revelou crucial em termos de recrutamento de público foi o carácter excepcional e festivo da ocasião, especialmente no que diz respeito a públicos mais irregulares.O acréscimo da oferta cultural ao longo do ano parece ter construído um elemento de reconhecimento e de adesão ao grande evento. No que diz respeito aos públicos displicentes, terá sido o efeito de excepção a suspender um distanciamento regular face às práticas culturais. Um aprofundamento analítico destes factores relativos ao contexto torna-se porém difícil dentro da lógica extensiva e quantitativa própria do inquérito. A dimensão da recolha de informação através de questionário limitou em grande medida um maior desenvolvimento de uma abordagem de tipo mais qualitativo. No conjunto das entrevistas realizadas em complemento do questionário, nãos ó se confirmou a importância do referido evento, como se revelou entre os públicos uma preocupação com o esvaziamento desse efeito após o fim do Porto 2001 e consequente retracção dos consumos culturais.&lt;br /&gt;O outro estudo sobre O Festival Internacional de Teatro de Almada (Gomes, Lourenço e Gaspar, 2000), foi igualmente ensaiada uma tipologia de públicos, ainda que de cariz diferente. Embora em ambas o inquérito por questionário fosse o principal instrumento de recolha da informação, o facto do Festival de Almada ter um carácter cíclico conferiu à tipologia elaborada um outro significado. Os segmentos de público forma reportados fundamentalmente ao grau de fidelização dos espectadores ao evento, num continuum desde os públicos incondicionais aos estreantes – respectivamente públicos habituais de diversas edições e públicos captados na edição do Festival em que foi aplicado o inquérito. O eventual interesse da tipificação de públicos em função da sua fidelização ao evento (que só é possível para eventos regulares) é o de focar analiticamente o processo de constituição dos públicos por relação à própria história do Festival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO: (Almada)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival e os seus públicos foram crescendo reciprocamente a partir da consolidação de um núcleo duro de espectadores fidelizados, o Festival foi crescendo em dimensão, por duas vias: por um lado, o forte impacto local do evento, o recrutamento de novos públicos faz-se em grande medida pela transmissão do hábito de ida ao Festival, através de relações familiares ou de amizade; por outro lado, o crescimento do evento levou à extensão de Almada para Lisboa, significando claro está um recrutamento de outros públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tipologia de públicos associa-se fortemente com o contexto de realização do evento, particularmente os contextos em torno dos espaços cénicos localizados em Almada. Os traços mais marcantes com que se auto-identificam os públicos mais fidelizados está a vivência dos contextos de convivialidade desencadeados em cada edição do Festival. A tipologia de públicos do Festival de Almada aponta não só a regularidade de uma determinada prática (a frequência do evento), coo também o significado que lhe é atribuído.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116311653661918768?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116311653661918768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116311653661918768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116311653661918768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116311653661918768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/distino-banalizada-perfis-sociais-dos.html' title='A DISTINÇÃO BANALIZADA? PERFIS SOCIAIS DOS PÚBLICOS DA CULTURA de Rui Telmo Gomes'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116275882646450621</id><published>2006-11-05T20:19:00.000Z</published><updated>2006-11-06T13:44:25.010Z</updated><title type='text'>Resumo de 24/10/06: Fuga de informação, Índice de Criminalidade, Cartas ao Director e Fontes de Informação</title><content type='html'>Começamos a aula por conhecer alguns artigos do Público e do Diário de Notícias (DN), bem como das suas revistas, do Expresso inclusivé, e a edição de 13/10/06 do Correio da Manhã.&lt;br /&gt;Foi tema da aula a relação entre jornalista e fonte, os processos implicados e as consequências que daí advém. Esta relação é muito mais complexa do que, normalmente, se julga. Trata-se de um jogo de interesses, de conflito e colaboração, confiança e suspeita, de uma relação negocial em que ambas as partes tentam jogar a seu favor, em deterioramento da outra. A situação engrossa ainda mais quando a fonte opta por abrir mão apenas de parte da informação. Cabe, então, ao jornalista executar um trabalho ardiloso para tentar alcançar a informação ocultada pela fonte: “bailado estratégico”.&lt;br /&gt;Não me limitei apenas a transcrever os pontos que apontei na aula, como também acrescentei informação pertinente dos documentos de apoio para um melhor acompanhamento da matéria, daí o tamanho do post. Espero que, de certa forma, vos ajude.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;1. Fuga de Informação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fuga de informação é qualquer informação que é passada para os media e que não era suposto.&lt;br /&gt;Grande parte das fugas de informação são claramente intencionadas e escrupulosamente planeadas, para que se crie o efeito pretendido na esfera pública. Tem como principal objectivo "espicaçar os adversários", como forma de desiquilibrar o braço-de-ferro entre as partes envolvidas.&lt;br /&gt;É importante distinguir rumor/boato de fuga de informação, na medida em que a fuga de informação é, normalmente, arquitectada e objectivada. Ao contrário dos rumores/boatos, que são mais difusos, que se deconhece a sua origem, a fuga de informação dá-se apenas entre a fonte e o jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/400/eskemaa%282%29%282%29.png" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;On-the-record&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Gravação de entrevista/diálogo entre o jornalista e a fonte, identificada. &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Off-the-record -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; "(...) descreve uma situação em que o jornalista, devidamente identificado, recebe, de qualquer maneira, uma indicação clara, explícita ou implícita, de que não deve divulgar as informações que lhe são prestadas." (&lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-offrecord.html"&gt;António Fidalgo, Universidade da Beira Interior, artigo publicado na revista &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-offrecord.html"&gt;Brotéria na edição de Janeiro de 1998&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a fonte que opta por colocar a sua informação, ou não, em &lt;em&gt;off-the-record&lt;/em&gt;, e o que puderá ser ou não divulgado, sem se ver obrigada a apresentar justificação.&lt;br /&gt;É um assunto em que o jornalista terá de andar com "pézinho de lã", porque, apesar de poder ser tentadora a ideia de publicar informação em primeira mão, este terá que respeitar o acordo&lt;br /&gt;que estabelecera com a fonte. No entanto, e tal como nos adianta António Fidalgo, este tema desperta conflitos de ordem ética, e a questão do "quem manipula quem".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;"Mais vale um jornalista comprometidamente informado do que descomprometidamente ignorante."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;On-background -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; "A fonte não é identificada, embora sejam dadas indicações sobre a sua identidade. referindo-se, por exemplo, à sua qualidade ou ambiente em que actua(...)"&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ex.:&lt;/span&gt; Um ministro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;On-deep-background -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; "A fonte não é identificada nem são dadas quaisqeuer indicações sobre a sua identidade (...)".&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ex.:&lt;/span&gt; Fonte bem informada &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(&lt;a href="http://http://www.bocc.ubi.pt/pag/sousa-jorge-pedro-utilizacao-fontes-anonimas.pdf"&gt;Jorge Pedro Sousa, Doutor em Ciências da Informação, Universidade Fernando Pessoa, A Utilização de Fontes Anónimas no Noticiário Político dos Diários Portugueses de Referência: Um Estudo Exploratório&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;2. Índice de Criminalidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos também abordados na aula teórica foram os textos referentes aos índices de criminalidade, na medida em que há uma tendência para os media estereotiparem determinados grupos sociais. Tendem a construir uma realidade que não existe, e transmitem uma visão distorcida do mundo como para que dramatizar (sensacionalismo), captando a atenção e, assim, domesticar a audiência.&lt;br /&gt;Um dos casos semelhantes é o Relatório de Segurança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;3. Cartas ao Director&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os jornais e revistas têm cartas do leitor, através do provedor.&lt;br /&gt;Estas cartas ao director são espaços públicos, logo, de opinião pública.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Espaço Público -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Secção onde há editorial, limitando-se a 2 ou 3 cartas. É um espaço de conversa entre o leitor e o jornal, onde o primeiro puderá expressar as suas opiniões:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Público -&lt;/span&gt; Domingos&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Diário de Notícias -&lt;/span&gt; Terças-feiras&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, não se trata de um processo assim tão linear, pois variam os critérios de selecção das cartas do Provedor. As cartas, ao serem publicadas, dão entrada na esfera pública. O que explica a exclusão automática de cartas negativas que atentam contra a imagem do jornal.&lt;br /&gt;Uma carta de um deputado, ou de um advogado de renome tem mais hipóteses em que esta seja publicada, do que um indivíduo que não seja reconhecido pela sociedade. Segundo Rogério Santos, "há uma selecção acentuada das cartas provenientes de Lisboa e um peso importante, embora não exagerado de fontes oficiais pelos seus cargos. Isto ilustra a idea de Haal et al. (1978) do «diálogo estruturado» entre níveis de classe social aproximados de leitores e de seleccionadores de cartas".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;4. Fontes de Informação&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na esfera política, os partidos têm propensão em "adoptar" jornalistas que se identifiquem com as mesmas linhas ideológicas. É o exemplo dos EUA, com o caso Casa Branca.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/eskemaa2.3.gif"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/eskemaa2.3.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;70% a 80% das notícias são fontes oficiais : &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Governo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/eskemaaaaaaa.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Grandes empresas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Constrangimento de tempo e de espaço -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O jornalista tem dificuldade em se articular com o tempo que lhe é dado, pois muitas das notícias têm apenas uma fonte de informação (em média há duas fontes de informação). &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/habitosleitura.gif"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/habitosleitura.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Se o jornal &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;tem mais jornalistas e mais material disponível, terá mais condições em captar mais informação do que uma pequena emissora.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/eskemaaaaaaa.0.gif"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/eskemaaaaaaa.0.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A fonte &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tem uma maior possibilidade em chegar aos media. É dotada de maior número de recursos humanos e de equipamento, assim como de capital simbólico (reconhecimento da fonte).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116275882646450621?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116275882646450621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116275882646450621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116275882646450621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116275882646450621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/resumo-de-241006-fuga-de-informao.html' title='Resumo de 24/10/06: Fuga de informação, Índice de Criminalidade, Cartas ao Director e Fontes de Informação'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116240075154570617</id><published>2006-11-01T17:00:00.000Z</published><updated>2006-11-01T17:33:02.133Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;El consumo de las artes escénicas y musicales en España&lt;br /&gt;Jordi López e Ercilia Garcia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este texto foi realizado em 1998 pela Sociedad General de Autores y Editores-SGAE. O objectivo era o de analisar os hábitos de consumo de cultura da sociedade espanhola, equiparando com outras sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diferentes tipos de classes de consumidores espanhóis.&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;consumidores esporádicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que raramente assistem a produções culturais e artísticas. Estes consumidores identificam-se mais com o consumo de música pop e também teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda classe, diz respeito &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;aos &lt;strong&gt;consumidores populares&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que revelam preferência pelo consumo de espectáculos culturais populares. É um público mais variado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;consumidores snobes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (classe 3), normalmente pertencem à classe média/alta. Fatia da população que opta por concertos de música clássica e teatro maioritariamnete (67%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe 4, os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;consumidores omnívoros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. São os consumidores que mais assistem à ópera, ballet, teatro, música clássica. Esta classe tem vindo a acompanhar a evolução dos países mais desenvolvidos.&lt;br /&gt;Tem havido uma grande evolução, ao longo do tempo, destes consumidores. Talvez devido a uma maior divulgação da cultura através da tecnologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados obtidos neste estudo demonstram que o estilo de vida dos espanhóis evolui no mesmo sentido que os países mais desenvolvidos, em termos de consumo de cultura.&lt;br /&gt;Para um estudo desta relevância, deve-se ter em conta os valores económicos e sócio-culturais dos consumidores. Por vezes devido ao preço elevado de um espectáculo certo tipo de consumidores, embora apreciem, não o irão ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação da cultura na sociedade é cada vez mais importante, para incentivar a emergência de novos públicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116240075154570617?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116240075154570617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116240075154570617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116240075154570617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116240075154570617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/el-consumo-de-las-artes-escnicas-y.html' title=''/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116235317008983268</id><published>2006-11-01T03:25:00.000Z</published><updated>2006-11-01T03:55:39.553Z</updated><title type='text'>Les Médias et Leurs Publics Le Processus de L´Interprétation</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Media e os seus públicos. O processo de Interpretação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imagesanalyses.univ-paris1.fr/auteur-jean-pierre-esquenazi-8.html"&gt;Jean Pierre Esquenazi &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão dos públicos é sem duvida uma das mais controversas entre todas as ciências da informação e da comunicação. As próprias ciências da informação e da comunicação têm feito inúmeras teorizações sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Os públicos desconhecidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existem públicos que têm duas “ilusões” diferentes.&lt;br /&gt;A primeira ilusão é a que defende que basta conhecer o produto em si mesmo para caracterizar o seu público.&lt;br /&gt;Para Esquenazi, há públicos que se deixam levar por uma informação não realista e que não é séria. Mas pode-se também encontrar uma comunidade de elite que se preocupa com a verdadeira essência da literatura.&lt;br /&gt;A segunda ilusão diz respeito ao “espaço público” – o local social onde se desenrolam debates e controvérsias que “animam” a sociedade. Então, a ilusão começa quando se pretende analisar o espaço público e a sua compreensão perante o objecto mediático, as razões e os motivos para essa escolha, pois cada espaço social tem a sua forma de interpretar os produtos mediáticos.&lt;br /&gt;A ideia de que todos podem participar no espaço público nem sempre é real, pois há sempre aqueles que não têm acesso ao espaço público. O que não quer dizer que estes tenham opiniões ou argumentos falsos, vulgares ou defeituosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;O conhecimento do Publico&lt;br /&gt;O publico como comunidade imaginária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os media inventaram os “públicos”. Antes da era da industrialização o publico era muito reduzido e assim os autores sabiam sempre quem eram e o que esperar dele. O julgamento desta rede estreita era determinada pela familiaridade mantida entre os autores e os públicos, mesmo que a sua ligação cultural fosse diferente. Autores e públicos partilhavam ou eram obrigados a partilhar as mesmas normas e valores.&lt;br /&gt;O nascimento das indústrias culturais criou públicos abertos e dispersos, o que suscitou numerosas interrogações.&lt;br /&gt;O público da televisão é muito vasto e imprevisível para se poder descrever ou personificar. John Hartley afirma que o público televisivo não existe mas que é uma ficção inventada pelos produtores de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;O público como massa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos definir publico de massas como um publico heterogéneo, anónimo e uniforme.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.infoamerica.org/teoria/noelleneumann1.htm"&gt;Elisabeth Noelle-Neumann &lt;/a&gt;explica o comportamento dos públicos pelo conformismo e pelo medo. O principal motor dos indivíduos face aos media é o medo do isolamento. A manifestação de uma conduta oposta à opinião maioritária seria um acto muito perigoso para a maioria dos indivíduos, estes pensam que têm de agir consoante a atitude dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Os Públicos identificados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.Bordieur defende que o espaço social tem dois sentidos, o do capital económico e o do capital cultural, distinguido assim 3 tipos de públicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;públicos dominados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - satisfazem-se através de uma cultura que é transmitida pelas indústrias culturais, particularmente pelos media;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt; públicos economicamente dominantes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – têm acesso directo a uma cultura luxuosa ou distinguida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;públicos economicamente “à vontade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – não são “ricos” , defendem os valores de uma cultura Universal mesmo que possa ser de acesso difícil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://socio.ens-lsh.fr/lahire/index.php"&gt;Lahire&lt;/a&gt;, propôs recentemente uma visão menos determinista do campo cultural. Sem negar o peso das características sociais, considera os actores como indivíduos plurais, ou seja, com várias identidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Públicos Activos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um publico é definido sobretudo pela sua actividade. A imobilidade no cinema ou na televisão não significa uma passividade, mas uma intensa actividade intelectual.&lt;br /&gt;Hoje em dia já não é possível pensar no “público” como uma grande máquina a consentir “mensagens” mediáticas, cada um interpreta a mensagem à sua maneira.&lt;br /&gt;Um produto mediático não tem existência social se o separarmos do meio social ou se fizermos o publico reagir. Segundo Hennion os públicos “ constroem” uma compreensão do objecto com os diferentes elementos à sua disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Um modelo para o estudo dos públicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação não se constrói repentinamente mas através de um processo de socialização do filme ou emissão, com o qual o publico se confronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;O espaço de apresentação: o quadro de interpretação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objecto de interpretação não se reduz ao filme, à emissão ou ao livro. As características dependem da apresentação do objecto no espaço social.&lt;br /&gt;O espaço de apresentação pode ser polémico e prescritivo: circula julgamentos mais ou menos legítimos e a formulação de uma opinião ressente-se como uma posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Interpretação e apropriação: evolução da enunciação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O espaço de apresentação define-se como decoração da interpretação: o espaço social onde ela adquire as suas primeiras forças antes de se construir progressivamente. Os produtos mediáticos são objectos intencionais: fabricados pelos indivíduos e dirigidos a outros. Os últimos devem compreender o projecto dos primeiros a fim de os poder apreciar. Uma comunidade de interpretação não é um conjunto preestabelecido, mas sim um produto de reacções a um objecto dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Interpretação e reestruturação: as gramáticas de interpretação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma vez elucidada a forma como o objecto mediático é julgado por uma comunidade interpretativa falta apenas salientar o que é efectivamente compreendido por esta comunidade. Então a pesquisa não pode ser quantitativa. Para percebermos o que é compreendido pelo público, é necessário meios qualitativos (escritos,debates…) aproveitando o pensamento interpretativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Paráfrases&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;É importante conhecer as gramáticas de interpretação para compreender as razões pelas quais os produtos mediáticos podem tocar, emocionar ou contrariar os públicos. Os públicos mostram grande interesse num determinado objecto quando se identificam com o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116235317008983268?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116235317008983268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116235317008983268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116235317008983268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116235317008983268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/11/les-mdias-et-leurs-publics-le.html' title='Les Médias et Leurs Publics Le Processus de L´Interprétation'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116234323149876962</id><published>2006-11-01T00:26:00.000Z</published><updated>2006-11-01T01:11:08.770Z</updated><title type='text'>2. "Audience as Citizens"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.1 Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A informação é um factor fulcral numa democracia na medida em que é acedida por todo e qualquer cidadão, e a sua conduta social irá ter como base a informação que lhe é colocada à disposição: "4º Poder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.2 Informação e Conhecimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2.2.1 Tendências políticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nick Lacey aponta a imprensa que, ao contrário de outros media, podem fazer campanha eleitoral por parte de partidos políticos, se bem que uma campanha camuflada. Deste modo, é necessária a atenção dos leitores aquando da sua leitura, para melhor se aperceberem de possíveis vícios a que um texto informativo pode estar sujeito.&lt;br /&gt;Para ter uma maior adesão da audiência, alguns media optam por enfatizar trivialidades nos seus textos, substituindo a informação pelo entretenimento. Oferecem, então, à sociedade aquilo que esta quer consumir.&lt;br /&gt;As fontes são fundamentais na maneira como as notícias são apresentadas à audiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2.2 Novas fontes em Inglaterra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fontes principais de informação dividem-se entre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Fontes Primárias - Hospitais, Claques, etc&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Fontes Secundárias - Forças Armadas, Escolas, etc&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Está mais que provado que os jornais (tal como o resto dos media) oferecem uma visão fragmentada do mundo. Se não tivermos consciência das possíveis "inclinações" políticas de determinado texto de media, não estamos capacitados para lêr nas entrelinhas: nunca dar total credibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lacey, Nick (2002). &lt;em&gt;Media institutions and audiences. Key concepts in media studies. &lt;/em&gt;Londres: Plagrave&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116234323149876962?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116234323149876962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116234323149876962&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116234323149876962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116234323149876962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/2-audience-as-citizens.html' title='2. &quot;Audience as Citizens&quot;'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116223460421182974</id><published>2006-10-30T18:52:00.000Z</published><updated>2006-11-01T01:11:47.026Z</updated><title type='text'>1. "Defining and Persuading Audiences"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.1 Introdução&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo Nick Lacey, assim que as emissoras, radiofónica e televisiva, começaram a proliferar, nasce, no século XX, a necessidade de investigar a audiência para assim puderem saber se o produto que expõe corresponde ou não às expectativas. Isto é, torna-se premente descobrir um padrão que possibilite uma melhor e mais eficaz relação entre orgãos mediáticos e audiência.&lt;br /&gt;Estamos a falar não de uma audiência enraizada no consumismo, mas uma representação dos cidadãos que procuram informação e entretenimento por direito. No entanto, é uma noção que se irá esbater como veremos mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.2 Classificação das Audiências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os media, inicialmente, categorizavam a audiência pela sua ocupação profissional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/400/Sem%20t%3F%3Ftulo.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Se, na altura, os conceitos de propriedade, status e saúde era o que rotulava uma audiência, mais tarde passou-se a ter em conta os próprios valores, as atitudes, o tipo de vida (&lt;strong&gt;VALS&lt;/strong&gt;: Values, Attitudes and Lifestyles).&lt;br /&gt;Só mais recentemente é que os media passaram a olhar a audiência conforme o seu consumo cultural: &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;couch potates&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;especialistas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;viciados em comédia&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;insomniacs&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.3 Persuasão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os textos de media vêm acompanhados por uma tendência persuasiva para eventuais promoção e venda de determinado produto. É cada vez maior a necessidade de seduzir as pessoas para que estas adquiram o seu produto. Esta massificação da persuasão publicitária deve-se, exclusivamente, ao aparecimento de concorrência e à consequente expansão do mercado.&lt;br /&gt;Assiste-se a uma maior valorização das emoções em deterioramento do intelecto com o aparecimento de novos media. É o caso da televisão, por exemplo, em que conjuga som e imagem, sendo o meio mais adoptado para chegar às pessoas, pela carga emocional de que é dotada.&lt;br /&gt;Neste contexto, surge-nos um modelo hierárquico (&lt;strong&gt;AIDA&lt;/strong&gt;):&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Atenção&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Interesse&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Desejo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Acção&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Começara a desenvolver-se uma nova ideia de publicidade. A ideia de que, ao adquirir o produto, o indivíduo terá um estilo de vida igual ou semelhante ao do anúncio. Tenta-se transmitir à audiência a ideia de que esta não se sentirá completa se não efectuar a adquirição de determinado produto.&lt;br /&gt;A manipulação propagandística torna-se bastante evidente, inculcando na sociedade o raciocínio de que "em vez de sermos identificados pelo que ganhamos, devemos identificarmo-nos com o que consumimos".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.4 Audiência e Programação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Devido aos avanços tecnológicos da televisão, deu-se, na década de 90, um aumento significativo do número de canais. Com isto, os operadores passaram a criar programações que retivessem a atenção da audiência.&lt;br /&gt;Com o aparecimento de centenas de canais urge a necessidade de algo que facilite a transacção entre estes. É então em 2000, que o comando remoto passa a influenciar em larga escala os hábitos televisivos das pessoas, tornando-se num factor fundamental no consumo cultural televisivo doméstico.&lt;br /&gt;O principal objectivo na elaboração de uma programação é lançar programas que, à priori, se saiba que irá ter sucesso (o autor dá o exemplo do Quem Quer Ser Milionário, entre outros), de maneira a reter audiência e que esta acompanhe periodicamente o programa, aumentando o "share" do canal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.5 Tipos de abordagem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os tipos de abordagem variam consoante a voz institucional e o tipo de audiência a abranger. Se o texto fôr bem conseguido, e se fôr interpretado e interiorizado de maneira correcta, estreitam-se os laços entre audiência e a entidade mediática em questão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1.6 Grupos Sub-Culturais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Grupos sub-culturais são os grupos que adoptam uma cultura alternativa contra uma corrente cultural já definida. Criam os seus próprios ideais e interesses, em oposição aos dominantes.&lt;br /&gt;No entanto, quando se diz que determinado número de pessoas (por exemplo adolescentes, pelo facto de serem dotados de maior irreverência) representa um sub-grupo, não quer dizer que as suas tendências e hábitos tenham, necessariamente, de convergir.&lt;br /&gt;Grande parte da cultura destes grupos é originária da rua, pelo simples facto de a mediatização ainda aí não ter chegado e, em consequência disso, é conotada como genuína: &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;punk&lt;/em&gt;, etc.&lt;br /&gt;Para que os textos de media consigam alcançar estes grupos sub-culturais, é essencial o emprego da linguagem e uso simbólico dos mesmos, para que estes se possam sentir, de certa maneira, identificados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lacey, Nick (2002). &lt;em&gt;Media institutions and audiences. Key concepts in media studies&lt;/em&gt;. Londres: Plagrave&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116223460421182974?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116223460421182974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116223460421182974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116223460421182974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116223460421182974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/1-defining-and-persuading-audiences.html' title='1. &quot;Defining and Persuading Audiences&quot;'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116155252881259515</id><published>2006-10-22T21:58:00.000+01:00</published><updated>2006-10-28T13:57:46.860+01:00</updated><title type='text'>Públicos da Cultura e Práticas Culturais</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/publicoscultura.png"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/400/publicoscultura.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para &lt;a href=http://www.ics.ul.pt/corpocientifico/limasantos/cv_mlls.pdf&gt;Maria de Lourdes Lima dos Santos &lt;/a&gt;&lt;br /&gt; o estudo sobre públicos da cultura em Portugal ainda não está muito desenvolvido, havendo assim um número pequeno de investigadores.&lt;br /&gt;A definição de “públicos” implica a sua caracterização social ou seja o conhecimento da estrutura social e institucional dos contextos, relação entre multiplicidade de actividades e variabilidade de bens e obras presentes nessas actividades, e por fim a análise das lógicas dos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Perfis sociais dos públicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando temos um publico especifico de uma modalidade não quer dizer que este também não seja público de outras modalidades. O indicador de capital escolar familiar diz-nos muito acerca dos públicos, pois , o nível de escolaridade do inquirido e o dos seus pais estão interligados. Temos três tipologias diferentes. o nível escolar familiar Consolidado(combinações em que o próprio inquirido atinge o ensino médio/superior e em que um dos pais tem esse nível), Recente(apesar do inquirido ter ensino médio/superior, nenhum dos pais o tem) e Precário (quando os inquiridos e os pais não ultrapassaram o ensino secundário ou complementar).&lt;br /&gt;Temos ainda outros tipos de públicos, são eles o Público cultivado, Público liminar, Público especializado, Público retraído, Público displicente e Público recatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Públicos&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Recursos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Atitude&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Cultivado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Elevados Ecletismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Retraído &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Baixos Reverência&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Displicente&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Elevados Distanciamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;O Público cultivado&lt;/span&gt; - apresenta práticas culturais mais intensas e mais ecléticas (16,8% dos inquiridos). Apresenta um grau muito elevado de consumo cultural . A falta de tempo associada à profissão não impedem um notável investimento nas práticas de lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Público retraído&lt;/span&gt; (51% tem idade inferior a 35 anos) – tem fracos hábitos de lazer (13,6%) assim como competências escolares. Pode dividir-se em 2 categorias : trabalhadores da indústria, comércio e serviços, e estudantes do secundário. Nos tempos de lazer, observam-se duas actividades acima da média: frequência de cerimónias religiosas e o hábito de "ver televisão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Público displicente&lt;/span&gt; – (publico mais numeroso da amostra (27,3%). Tem grande disposição para o lazer e actividades recreativas, deixando para trás as práticas culturais. É um público jovem em que a maior parte são estudantes.&lt;br /&gt;Também os trabalhadores da indústria, comércio e serviços surgem aqui, estes valorizam o passeio e encontro com amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público liminar – de menor dimensão e o mais jovem (9,1%). O perfil ocupacional dominante é o dos estudantes (62%), seguindo-se artistas e intermediários culturais. Preferem a música gravada e as artes performativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público especializado – qualificação escolar elevada: 9/10 têm formação académica superior (13,5). Correspondem em grande parte a jovens em fase de transição para a vida adulta. A maior parte dos especializados situa-se numa fase inicial da carreira profissional. Este público pode definir-se por uma valorização específica dos consumos culturais de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público recatado - (19,7% da amostra, em que os elementos com 35 ou mais anos é maioritária).&lt;br /&gt;O nível de escolaridade superior ultrapassa o patamar verificado na amostra. Os casados representam a maioria e uma sobrerepresentação de reformados (62% de todos os inquiridos), bem como empresários, dirigente e profissionais liberais, e professores .Nas práticas domésticas o consumo de televisão e rádio têm relevância, e também evidenciem hábitos de leitura (jornais) relativamente elevados e fraca utilização de suportes multimédia e audição de música gravada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116155252881259515?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116155252881259515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116155252881259515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116155252881259515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116155252881259515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/pblicos-da-cultura-e-prticas-culturais.html' title='Públicos da Cultura e Práticas Culturais'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116155049565307506</id><published>2006-10-22T21:40:00.000+01:00</published><updated>2006-10-29T21:30:43.926Z</updated><title type='text'>Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo Português entre 1999 e 2006</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/logo_obercom_peq.0.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/logo_obercom_peq.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/share.gif"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/400/share.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da &lt;a href=http://www.obercom.pt/content/mPublicacoes/&gt;Obercom &lt;/a&gt;realizado por Gustavo Cardoso e Sandro Mendonça, dá-nos a conhecer dados, disponibilizados pela Marktest, do mercado televisivo português, recaindo sobre os canais RTP, SIC, TVI, compreendidos no dia 1 de Janeiro de 1999 a 23 de Maio do ano de 2006.&lt;br /&gt;Nesse intervalo de tempo, assistimos a variações, relativamente às quotas de “share” e de “part-time”, que estão, não só ligadas às questões demográficas, envelhecimento da população, injecção de novas tecnologias (DVD, consolas, etc), como também pela entrada e crescente concorrência por parte das empresas no mercado: oferta televisiva.&lt;br /&gt;Com isto, podemos afirmar que, durante o período estudado, a SIC revela uma supremacia com 39% de “share”, articulando-se em 5 canais.&lt;br /&gt;No entanto, na passagem de 2000 para 2001, a TVI passa a liderar, “mais do que duplicando em 2006 a audiência inicial que tinha em 1999”, fazendo despoletar uma concorrência acesa entre as várias empresas. A RTP consegue manter-se regular, denotando-se uma subida de “share” levemente acentuada a partir de 2001. Toma uma posição sólida em ambas as quotas.&lt;br /&gt;A SIC enfraquece, recupera nos 4 anos subsequentes, para depois voltar a perder para a liderança da TVI, deixando a RTP em 2º lugar.&lt;br /&gt;O mercado televisivo entre 1999 e 2006 foi marcado pela disputa, pela turbulência, instabilidade e relativa agressividade por parte dos “players” em reclamar pontos percentuais de “share” nestes últimos anos (não se verificando em tão grande escala no horário nobre).&lt;br /&gt;Com base nos números estudados, Gustavo Cardoso e Sandro Mendonça, afirmam que, com 3 “players” no mercado, num dado espaço de tempo, há dois lados concorrentes que tentam prevalecer um sobre o outro. E que, graças a esse dinamismo de mercado, não se tende para a monopolização de audiências (“player” com valores acima dos 40% de “prime-time” e/ou “share” global).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116155049565307506?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116155049565307506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116155049565307506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116155049565307506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116155049565307506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/dinmicas-concorrenciais-no-mercado.html' title='Dinâmicas concorrenciais no mercado televisivo Português entre 1999 e 2006'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116118081110312889</id><published>2006-10-18T15:06:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T20:36:38.466+01:00</updated><title type='text'>Promoção da leitura na Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/pp%20copy.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/pp%20copy.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nos passados dias 21, 22 e 23 de Abril, o IPLB participou na Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Leitura na Europa, que decorreu na cidade de Mainz, a 30 quilómetros de Frankfurt. Durante três dias, 20 países da Europa — Alemanha, Espanha, França, Portugal, Estónia, Eslováquia, República Checa, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Letónia, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Itália, Suíça, Polónia, Áustria e Hungria — debateram a promoção da leitura junto de crianças e jovens, apresentando experiências concretas já realizadas e analisando em as principais questões que se levantam à volta do tema. Além dos convidados, cerca de 300 pessoas, entre as quais educadores, professores dos vários graus de ensino e bibliotecários, assistiram à conferência e intervieram sempre que quiseram, questionando os conferencistas ou apresentando as suas próprias experiências e preocupações nesta área. O problema comum a todos tinha como base os resultados do último relatório Pisa, apresentado pela OCDE em finais de 2003 e disponibilizado em língua alemã em Fevereiro de 2004 (www.pisa.oecd.org). Os relatórios Pisa sobre a aprendizagem escolar e sobre algumas das matérias curriculares, onde se inclui a leitura, são hoje uma preocupação comum a todos os países industrializados. Andamos a ensinar as crianças a ler, promovemos a leitura junto delas, lemos-lhes livros, contamos-lhes histórias, mas estarão os jovens preparados para enfrentar o futuro? Estarão efectivamente prontos para analisar, raciocinar e comunicar as suas ideias? Terão a capacidade de continuar a aprender durante toda a vida? São estas as questões levantadas por aqueles que se dedicam à educação das crianças e dos jovens de hoje.&lt;br /&gt;Um dos caminhos a seguir para que a promoção da leitura seja efectivamente uma realidade, é a articulação entre Ministério da Cultura e Ministério da Educação, ou, mais especificamente, entre bibliotecas públicas e escolas, preferencialmente através das bibliotecas escolares. Tal não significa que escola e biblioteca percam as suas características próprias. É na definição das suas especificidades que a leitura pode encontrar os seus lugares privilegiados. Crianças e adolescentes devem ser envolvidos num programa nacional de leitura, que tem de partir do estado através de campanhas nacionais, mas que necessita de encontrar eco em múltiplas campanhas locais espalhadas pelo país.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116118081110312889?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116118081110312889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116118081110312889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116118081110312889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116118081110312889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/promoo-da-leitura-na-europa.html' title='Promoção da leitura na Europa'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116117882554592532</id><published>2006-10-18T14:37:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T14:40:25.553+01:00</updated><title type='text'>Audiências-resumo de aula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Numa das aulas desta cadeira falámos acerca de audiências.&lt;br /&gt;Antes de mais, é necessário fazer uma distinção entre Público e Audiência. Enquanto a palavra Público tem uma conotação política, que significa participação, audiência é um atributo de consumo.&lt;br /&gt;Dennis McQuail, que tem uma longa história no campo da comunicação, tem mais de doze livros publicados neste campo, é um autor que se preocupa, essencialmente, com o estudo dos media e das audiências.&lt;br /&gt; Segundo McQuail existem 4 diferentes tipos de audiência.&lt;br /&gt;O primeiro diz respeito à audiência como grupo ou público, que é quando a audiência partilha um espaço geográfico e a pertença a uma comunidade residencial, ou seja o conjunto de pessoas num espaço geográfico comum.&lt;br /&gt;A segunda diferenciação que McQuail, diz respeito à audiência como conjunto de gratificações. Este grupo verifica-se quando se formam interesses, necessidades e preferências, como por exemplo as revistas de moda. As mulheres compram esse tipo de publicações para conselhos de beleza, moda, entre outros.&lt;br /&gt;O terceiro tipo de audiências é quando esta é específica de um meio, como por exemplo a televisão ou a rádio.&lt;br /&gt;A quarta e última distinção de audiência feita por McQuail, é a audiência definida por canal ou conteúdo, que identifica uma audiência específica, como por exemplo leitores de um livro, fãs de uma série de Tv….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula acerca deste tema –Audiências- elucidou-nos acerca do mesmo, e teve também como objectivo diferenciar Público de Audiências e perceber a diferença estabelecida por Dennis McQuail, alertando-nos para o trabalho que tem feito no campo da comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116117882554592532?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116117882554592532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116117882554592532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116117882554592532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116117882554592532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/audincias-resumo-de-aula.html' title='Audiências-resumo de aula'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116059064679584863</id><published>2006-10-11T19:06:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T19:30:37.006+01:00</updated><title type='text'>"TEMOS PÚBLICOS MAIS NÓMADAS"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/logotipojornal.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/logotipojornal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“ Os jornais estão a viver um período de reajustamento e não há receitas milagrosas para inverter a queda de leitores”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; quem o diz é Gustavo Cardoso, Presidente do Observatório da Comunicação. Mas porquê esta necessidade de reajustamento por parte dos jornais?&lt;br /&gt;A verdade é que o mundo evolui a uma velocidade vertiginosa que por vezes não conseguimos acompanhar. Mudaram-se os hábitos, mudaram-se as vontades, surgiram novos estilos de vida… os hábitos de leitura não ficaram para trás e também sofreram grandes mudanças. Segundo Gustavo Cardoso, os jornais cada vez mais têm tendência a perder leitores, o que de facto não é de estranhar se pensarmos no modo com que a informação nos chega tão facilmente e por vezes de forma gratuita. A perda dos leitores fiéis e a distribuição gratuita dos jornais não são os únicos factores da "queda de leitores" por parte dos jornais. A Internet também veio revolucionar o modo como nos informamos. Muitas pessoas deixaram de se dirigir a um sítio para “comprar o jornal” e passaram a fazer um simples “click”. É um gesto simples e gratuito e que nos coloca à disposição toda a informação que poderemos ler nas páginas de um jornal.&lt;br /&gt;As mudanças do consumo de informação devem fazer com que a imprensa tradicional fique mais atenta aos gostos e necessidades do público, para isto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“os jornais não devem deixar-se enredar nas teias da própria circularidade da informação”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116059064679584863?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116059064679584863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116059064679584863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116059064679584863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116059064679584863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/temos-pblicos-mais-nmadas.html' title='&quot;TEMOS PÚBLICOS MAIS NÓMADAS&quot;'/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35844390.post-116056720998430773</id><published>2006-10-11T12:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T12:46:49.986+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/1600/Sem%20t??tulo.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1887/3996/320/Sem%20t%3F%3Ftulo.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35844390-116056720998430773?l=habitosleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://habitosleitura.blogspot.com/feeds/116056720998430773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35844390&amp;postID=116056720998430773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116056720998430773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35844390/posts/default/116056720998430773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://habitosleitura.blogspot.com/2006/10/blog-post_11.html' title=''/><author><name>habitosleitura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14507574331305847329</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://web.ist.utl.pt/ist10738/images/books.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
